Pátio Sensorial Desenvolve Habilidades Nas Crianças

Cassandra Rotolo Janeiro 15, 2018
Nebraska
USA

I love taking my son there and seeing his face light up with each new sensation and sensory element.

Um corredor do prédio de administração das Escolas Públicas de Fremont, Nebraska, foi transformado em um oásis. O Pátio Sensorial é uma área dedicada a despertar todos os cinco sentidos. Sendo o lar de uma casa hobbit, o local também oferece um jardim fóssil, um balanço pendurado na árvore e até de uma “Sala Snoezelen” (ambiente multisensorial). Este é o Pátio Sensorial que tornou-se um santuário para crianças portadoras de inúmeras necessidades especiais, que não poderiam de outra maneira explorar o mundo com segurança e conforto.

Crianças, jovens adultos e famílias inteiras desfrutam das experiências do pátio que oferece oportunidades de envolvimento efetivo. As colunas de basalto mostram as propriedades visuais, táteis e audíveis da água corrente. Luzes e reflexos dançantes acalmam o espírito. À medida em que a luz natural penetra pelo teto de vidro, as famílias se reúnem na mesa sensorial para aprender e jogar juntas, enquanto ouvem o tintilar reconfortante dos sinos de vento.

“Adoro levar o meu filho ao pátio e ver o seu rosto se iluminando a cada nova sensação e elemento sensorial. Olhando ao redor do pátio, vejo os sorrisos das crianças e dos pais. É uma experiência maravilhosa”, diz Miranda Long, de Fremont.

O pátio incentiva a exploração de novas texturas, promove atitudes positivas e inclusão, além de promover o desenvolvimento de habilidades educacionais e motoras. O pátio também aumenta a conscientização sobre necessidades especiais dentro da comunidade, como deficiências visuais, limitações de mobilidade e defensiva tátil. A Fundação de Lions Clubs International (LCIF) outorgou um subsídio de US$75.000 aos Leões do Distrito 38 0 para o pátio.

O pátio inclui salas Snoezelen, ambientes relaxantes e multissensoriais que são benéficos para crianças com autismo ou com problemas comportamentais, pessoas com deficiências visuais e até idosos com deficiências cognitivas. As salas ajudam a reduzir a ansiedade, estimulam reações e incentivam a comunicação. Luzes, sons, texturas e aromas podem ser usados para acalmar a agitação ou estimular a exploração.

“Quando recebemos um diagnóstico de autismo, atraso no desenvolvimento ou qualquer outra condição que coloque um filho na categoria de necessidades especiais, instantaneamente ficamos preocupados com tudo o que ouvimos dos médicos, familiares, amigos e da sociedade em geral sobre o que a criança não pode fazer”, explica Summer Mau, membro do conselho do Centro para Autismo de Nebraska. “Eu queria fazer todo o possível pelos meus filhos. O Pátio Sensorial nos proporciona uma divertida experiência familiar, onde os meus filhos não são julgados pelas habilidades que não possuem. Não existem muitas situações em nossas comunidades que nos permitam passar por experiências como uma família unida.” 

Ayden Crom, de 3 anos de idade, também gosta de brincar no pátio. Ele é defensivo tátil, o que significa que o seu corpo interpreta a sensação de toque com medo, dor ou desconforto. Ele sentia uma dor intensa sempre que qualquer coisa tocava as solas dos seus pés, portanto, só andava de joelhos. As respostas involuntárias de Ayden ao toque o impediam de atingir certos estágios normais para a sua idade.

“Adoro levar o meu filho ao pátio e ver o seu rosto se iluminando a cada nova sensação e elemento sensorial.”

Inicialmente, Ayden não conseguia interagir com as experiências oferecidas no pátio. Ficava sentado à beira da piscina de bolinhas na Sala Snoezelen, pois era só isso que conseguia fazer. Porém, os seus professores persistiram, levando-o de volta à piscina regularmente, durante semanas. Cada vez ele se aproximava um pouco mais, colocando o pé na piscina, até que um dia resolveu pular.

Agora, Ayden entra na piscina e se cobre com as bolas, balança no cavalo, consegue pegar com as duas mãos uma bola que lhe é lançada e senta-se em uma cadeira quando precisa. Ele explora o jardim fóssil sem medo e pisa com os pés firmes no buraco de terra lamacenta. Ele está conseguindo alcançar marcos importantes de desenvolvimento, estando pronto para a pré-escola.

A Companheira Leão Mary Robinson, a administradora do pátio (sidebar), sonha em ampliar o local para incluir ainda mais experiências sensoriais práticas. Ela gostaria de adicionar as seguintes atividades: acampamento, mais elementos artísticos, atividades de degustação ou áreas de exploração STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática).

Companheira Leão conseguiu superar grave doença 

Especialista em orientação e certificada em mobilidade pelas escolas públicas de Fremont, a companheira Leão Mary Robinson é professora de alunos cegos e deficientes visuais. Robinson surgiu com a ideia do pátio após tomar conhecimento de que uma criança cega conseguiu fazer grande progresso ao aprender jardinagem, junto a com sua mãe. Durante três anos, Robinson, associada do John C. Fremont Lions Club, discutiu a ideia com os associados do clube e também com os clubes vizinhos, organizações sem fins lucrativos, artistas, arquitetos e o conselho escolar para transformar o seu sonho em realidade.
Apenas alguns meses antes do pátio ser inaugurado, Robinson teve que parar todas as atividades devido a um diagnóstico devastador. O que ela havia pensado ser uma simples fadiga, era na verdade uma leucemia mieloide aguda (LMA). LMA é um câncer no sangue e na medula óssea, sendo a forma mais agressiva de leucemia com a menor taxa de sobrevivência.

Adotando uma atitude positiva, além do apoio da sua família e comunidade, Robinson recusou-se a desistir e lutou pela vida. Seu tratamento foi agressivo, fazendo com que ela ficasse muito doente. Mas ela se manteve otimista, estampando um sorriso no rosto durante todo o tempo.
A inauguração do Pátio Sensorial foi adiada enquanto Robinson se submetia ao tratamento. Depois de várias rodadas de quimioterapia, ela ficou livre do câncer e abriu o pátio sensorial, recebendo grandes elogios.

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